quarta-feira, abril 25, 2007

Enlouquecidamente triste...



Maria chorava muito... mas muito. Nada a consolava. Nada. Sua dor não tinha cura nem fim. Um amor desfeito, um amor terminado. Estava só. Muito só. Muito fraca...
As lágrimas estavam jorrando para fora todas as preocupações da vida, do trabalho, suas preocupações de mãe, de responsável pela família. Mas, acima de tudo, toda a impotência de não ter seu amor.
Tudo estava turvo... sem graça. Não existia mais futuro, nem sonhos, nem nada... nada mesmo. Sentia-se claramente desiludida de viver. O mundo perdera seu colorido, suas formas. E, no amorfismo deste mundo, perdera-se e nunca mais se encontrara.
Suas orações não estavam sendo atendidas... pedia para esquecer, para poder viver novamente. Mas os céus não lhe respondiam - o tempo não era este. Este era um tempo de percepção da intensidade do amor. Um tempo no qual percebera-se amando de uma forma incondicional, tanto aos amigos como aos inimigos. Os últimos, em virtude do tipo de amor, não eram considerados diferentes das pessoas queridas.
Maria viva as experiências da sua vida de forma muito sofrida. Nada era suave. Tudo era intenso... demasiadamente intenso. Fatos que enfraqueciam sua capacidade de superação. Que a tornavam cada vez mais lenta e mais triste. Fatos que a faziam não querer mais sair de seu recanto, onde se escondia da vida.
Sabia-se em um momento depressivo. Sabia que ia passar... como sempre passa... como tudo na vida, conforme sempre diz. Mas o momento era triste... muito triste... demasiado triste... intensamente triste.
... Enlouquecidamente triste.

sexta-feira, abril 20, 2007

... em sua vida!

Um dia quente... abafado... assim estava aquela sexta-feira.
Maria, refriada e com febre, se mantinha calada e estática em frente ao PC. Não conseguia trabalhar. Seu organismo não tinha resistência para qualquer atividade.
Assim era a sua vida... assim sentia a sua vida.
Sentia-se sem resistência. Fraca. Abatida e sem esperança. Embora soubesse que era temporária, esta sensação de impotência emocional e física não lhe permitia raciocinar e sentir-se forte para lutar. Nosso físico influencía o psíquico e/ou nosso psíquico influencía o físico? Para Maria ambas as alternativas eram verdadeiras. Sentia isto na carne.
Lembrando de que estava sozinha, mais uma vez se deparou com a total estranheza de sentimentos. Uma pedra cobria seu coração. Queria ser chamada de "Meu Amor" , queria poder sair em saltos e sorrisos ao encontro do encontro. Mas a pálida ameaça de pensar na possibilidade foi engolfinhada pela crua realidade que a cercava.
Maria, hoje, estava cheia... cheia de tudo e de todos. Com raiva e com amor... com fraqueza e com esperança... nas típicas dubiedades das personalidades doentias.
Sentia-se doente.... e estava doente. A febre se manifestava com mais intensidade... a ponto de a fazer procurar um antitérmico. Já estava cansada de tanto tomá-los. Porque não tinha alguém que os alcançasse?...
E, sem nenhuma coerência de palavras, Maria despediu-se do PC e resolveu fazer repouso... afinal. Para curar uma Gripe nada como "Vitamina C e cama!" Acrescido de muito líquido.
O inverno não chegava... estava demorando demais... assim como tudo em sua vida.

by Miriam

terça-feira, abril 03, 2007

Um escrito antigo

Pensei em escrever, mas nada de importante vinha ao pensamento. Época de latência. Andando pelo PC, achei este texto que aqui trascrevo, com todas as palavras e datas. Creio que não foi publicado. Não sei porquê. Mas aqui vai:

Hoje estavas aqui!

Hoje te senti aqui, comigo. Ainda estou sentindo. É impressionante a realidade: cada traço, o corpo, o rosto, ... sentindo em mim. Falta-me a respiração... sinto o teu calor... impressiono-me. Fico tonta... balanço a cabeça por não estar entendendo a sensação intensa e nova. Sempre senti pensamentos. Mas assim, não. Desta forma, foi muito intenso. Digo "foi" porque estás, aos poucos, me deixando. Mas muito aos poucos.
Estou escutando a rádio que escutávamos juntos. Lembra?
As lágrimas começaram a cair ... foste embora. Enquanto estavas aqui eu estava tão bem que não senti o tempo passar. Encontro espiritual.
Agora eu que vou embora. Tenho q descansar. São 1 hora e 6 minutos do dia 15 de outubro de 2006.
Amanhã é Domingo. Outro dia.
Foi bom te encontrar, amado. Foi bom te encontrar.
beijos
E, deixando esta pérola, despeço-me.
by Miriam

quarta-feira, março 28, 2007

Um sonho...

Maria chorava. Chorava muito. Havia sonhado com seu amor.
Este sonho a pegara de surpresa...
Estava à porta, vendo-o se arrumar para partir, colocando as malas no carro.
Quando seu amado voltou-se para a despedida, lhe permitiu um abraço... havia se entregado ao imenso amor que lhe era dedicado. Maria enlaçou-o e se aconchegou, num abraço apertado... sentia-lhe as costas, o calor... e ao seu ouvido falou:
-"Como te amo, ainda!"
Seu abraço foi correspondido e um beijo intenso começou a ser dado... Sentiu seus lábios....sentiu seu calor! Tão real!!! Tão real!!!

Acordou sobressaltada, com seus lábios procurando o calor do seu amado...
Coração apertado... dor profunda. De tão profunda, não permitia sorrisos. Não permitia nada, além da saudade. E se esvaziava em lágrimas, que escorriam sem parar, por um rosto já envelhecido.
O que seria da sua vida sem seu amor? Não seria infeliz, porque não se considerava infeliz. Mas, com certeza, não teria mais forças para superar e esquecer este grande sentimento que lhe fez vencer dificuldades, quase que intransponíveis, no passado.
Maria queria esquecer... mas não se via capaz. Estava frágil. Sem forças para sair daquele momento de tristeza.
Sentia, em seus lábios, em seu corpo, o calor verdadeiro... o beijo verdadeiro... não fora apenas um sonho. Fora muito real para ser apenas um sonho.
Saiu da janela... lá fora, o dia cinza e chuvoso piorava qualquer estado de alma. Precisava trabalhar, precisava seguir sua vida.
"Amado de Maria! Que saudade!"

by Miriam

sexta-feira, março 23, 2007

** Maria e uma noite de outono. **

A noite havia caído, já. O outono estava começando. Maria dirigiu-se ao Parque. O trabalho havia terminado, por enquanto. Queria dar um tempinho... estava cansada. Dormira pouco naquela noite. O calor, ainda sufocante, os mosquitos... seu filho. Enfim, tudo contribuíra para não poder relaxar o suficiente.
A grama e as árvores já demonstravam o início da nova estação. Maria segurava a guia de sua fiel amiguinha. Ela cheirava a cada cantinho. E Maria não conseguia dar um ritmo aos passos. Olhou, então para as estrelas. Havia recebido uma mensagem com uma frase que lhe chamara atenção: -"Quando olhares as estrelas saibas que teu sonho se cumpriu!". Estava olhando as estrelas e viu que seu sonho não se cumprira, não. O sonho se acabara.
Por mais forte que fosse, as dores do coração a faziam chorar. Estava triste demais. Aquelas estrelas lembravam do seu grande amor que não a amava. Um amor solitário, sem destino, sem início nem fim. Maria sentiu-se com pouca inteligência. Como pudera amar, e ainda amava, sem ter se concretizado nenhum toque? Como pudera se entregar, assim, para alguém que nunca a deixara segura em relação ao sentimento mútuo?...
A cachorrinha puxou a guia... queria ir adiante... Maria se deixou levar.
"... se deixou levar!" Este era o termo exato. Maria havia se deixado levar por um sentimento intenso que ainda existia, embora tentasse sufocar.
Olhou novamente as estrelas e com elas falou, como se estivesse falando consigo. Nada no mundo conseguiría apagar este sentimento? Será que o tempo, tão amigo dos apaixonados, não exercia nenhum efeito sobre si? Será que a frase que escrevera numa outra noite seria uma verdade sem volta? "Amores verdadeiros não morrem... apenas se escondem nas estrofes dos poetas tristes!"
Maria queria que esta frase fosse mentira. Queria sentir que seu coração estava aberto para outros sentimentos, outras formas de se realizar. Mas ele a estava, sem dúvida, traindo.
Novo puxão na guia... desta vez sua queridinha estava querendo correr... Esta é a vida... as dores de Maria não impediam que a vida continuasse, sempre...
Maria seguiu, correndo um pouco. O vento batia em seu rosto. E sentiu que havia um espaço mais fresquinho em sua face... a brisa da noite tentava secar pequenas lágrimas que refrescaram a dor do seu interior.
Maria decidiu que vivería. Eternamente triste pelo amor perdido, mas sobreviveria. E o trabalho a esperava. Sem ele não poderia viver. Já sem o seu amor... (?)


by Miriam, triste, na quente noite de outono.

quarta-feira, março 14, 2007

Mais um dia de Maria

Era um dia quente... o cansaço tomara conta de Maria que passara por momentos difíceis naquele dia. Caminhara muito, preocupara-se muito. Na realidade, era total falta de fé. Mas, mesmo com a dor de pensar-se sem solução, entregou nas mãos dAquele que faz milagres e prodígios... e, ao final, ELE solucionou.
Maria, por estar sentindo-se fraca, deitou-se em frente à TV. E, ao passear pelos canais, viu maravilhas... jamais imaginou que isto acontecería. Mas, quando sua combinada saída não se concretizara, também sabia que era obra do Salvador. E, na "lerdice" que lhe causara tantas coisas juntas, sentou-se em frente ao televisor, sem rumo definido. Aconteceu... sem dúvida... e ela sorriu. Seu Deus até nisto lhe ajudava... Uma simples visão de coisas belas...
Maria levantou-se e tentou trabalhar. Não conseguiu. Seu trabalho fora menor... mas também estava nas mãos de JESUS.
É incrível como quando estamos mais fracos é que se manifestam os grandes milagres do Senhor. Na fraqueza ELE se manifesta.
Sentada em frente ao PC, viu um comentário no seu Blog, de uma figura impar... e, rapidamente, respondeu a estas lindas palavras. Esta figura, a Flor, era aquilo que Maria chamava de "corajosa", "destemida"... cristã.
Não era hora de continuar a tentar trabalhar... decidiu sair... desligar seu PC e descansar. O outro dia a esperava... e dar uma última volta pelos parques que a rodeavam era necessário. O frescor da noite a deixaria mais calma... e pronta para mais um dia abençoado pelas mãos de Deus.
As bençãos chegariam... elas sempre chegam. Na hora exata.

terça-feira, março 06, 2007

Estou sem inspiração!

Queria postar alguma coisa aqui, mas a inspiração não veio. Há muitos dias que estou quietinha... apenas visitando os Blogs de amigos. Mas, mesmo assim, nada de inspiração.
Deve ser cansaço... digo às vezes. Deve ser porque tenho muito trabalho e meu tempo fica curto, digo outras. Mas, na realidade, não é nada disto. É falta total de "sentir" alguma coisa. Pois... parei de sentir... Estou vivendo minha vida na melhor forma que alguém pode viver... sem sentir tristeza, sem sentir saudade, sem sentir vontade de ter o que não está aqui comigo.
Olho na minha volta... glorifico à Deus pela minha saúde, pela minha vida, pela vida e saúde dos meus filhos e pelo meu PC que me dá o pão de cada dia. Glorifico Seu Nome pelos meus filhos que, seguidamente, estão junto à mim, ambos... o normal é o mais moço ficar na volta.. afinal ele cá mora. Mas não... Minha filha mais velha tem vindo seguidamente me visitar.
Também, vivo momentos muuuuuuito felizes... fui à um casamento, neste final de semana, que estava "show". Dancei muito. Ri muito. Comi moderadamente... rsrsrsrs... (não posso engordar mais do que já engordei nestes últimos meses...) E, assim, minha vida vai passando de forma normal. Sem nenhum sentimento com intensidade suficiente para me fazer escrever grandes crônicas e histórinhas tão significativas como as de Maria.
O que me indica, esta letargia, é que não tenho mais sentimento intenso e angustiante, por ninguém... então, meu coração livre de dores, de sonhos, de esperas... fica tão calmo que o próprio fato de meu trabalho tomar muito tempo, já me satisfaz ( e me faz sair daqui da frente o mais rápido possível) e, realizada profissionalmente, não vivencío inspiração suficiente para postar nos Blogs.
Mas não vou abandoná-los. Postar já é um quase vício. Visitar os Blogs de amigos blogueiros se tornou as viagens que tanto sonho... e, assim, sigo meu caminho e minha vidinha.
Desculpem-me, vocês, se estavam esperando textos profundos... estou sem inspiração. Totalmente.
Quanto a ti, caro amigo Nilson, que sempre perguntas por meus posts... Mel e Maria, que também perguntam... e vocês que não citei nomes, mas que sempre me visitam em busca de uma leitura agradável, desculpem-me. Prometo que tentarei, da próxima vez, proporcionar uma passagem mais agradável pelo Noites de Verão. (Aos que não citei... não se magoem... amo a todos vocês). E não saberia ter um Blog, se vocês não pousassem aqui, com suas asas suaves, feitas de plumas de amizade, amor e companheirismo...
Deus os abençoe, abundantemente!
Beijos

by Miriam, totalmente sem inspiração.

terça-feira, fevereiro 20, 2007

Realize seu sonho!


Levantou-se... Não estava conseguindo trabalhar naquele dia. É interessante como esta falta de inspiração, de criatividade, se apresenta quando menos se espera.
Maria sabia-se inútil. Portanto, nada a fazer. Então, paciência!
Tomou seu casaco e saiu às ruas. Olhava os trens... eles passavam com uma cadência própria... Sorriu... lembrou-se de alguém que os admirava muito.
Uma buzinha atraiu seus pensamentos. Um motorista com "pavio curto" se impacientava, ante o sinal fechado. Ao se permitir sua passagem, arrancou, como se estivesse numa pista de corrida.
Maria lastimava por tantas pessoas não perceberem que a vida é linda de ser apreciada...
Olhou para cima, numa busca do alto... Lá, um painel publicitário sobre viagens destacava a frase: "Realize seu sonho!". Maria sentiu-se radiante. Nunca desistira dos sonhos. Os tropeços, as dificuldades, as contrariedades, só a entristeciam por momentos. Mas, em seguida, eram mais um motivo para continuar a lutar.
Seguindo seu passeio passou a pensar a respeito. Sempre procurava incentivar a todos a não desistirem. A lutarem pelos sonhos, pela felicidade. Quando nos sentimos bem, quando estamos em paz conosco, queremos distribuir amor por onde andamos. E desejamos que todos encontrem o que encontramos.
O frio começava a piorar... a noite estava se aproximando... Maria, num gesto instintivo, fechou a gola do seu casaco, encolheu-se para a frente e correu em direção à sua casa. Lá estaría aconchegada... e precisava descansar. O dia seguinte seria puxado... teria que criar duas vezes... trabalhando pelo dia que não fora capaz. Mas não se abalava. A dificuldade do hoje fora passageira... como todas as dificuldades da vida...


by Miriam... Não desista dos seus sonhos!

sábado, fevereiro 17, 2007

"Sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso"

Evangelho segundo S. Lucas 6,27-38.

«Digo-vos, porém, a vós que me escutais: Amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, abençoai os que vos amaldiçoam, rezai pelos que vos caluniam.
A quem te bater numa das faces, oferece-lhe também a outra; e a quem te levar a capa, não impeças de levar também a túnica.
Dá a todo aquele que te pede e, a quem se apoderar do que é teu, não lho reclames.
O que quiserdes que os outros vos façam, fazei-lho vós também.
Se amais os que vos amam, que agradecimento mereceis? Os pecadores também amam aqueles que os amam.
Se fazeis bem aos que vos fazem bem, que agradecimento mereceis? Também os pecadores fazem o mesmo.
E, se emprestais àqueles de quem esperais receber, que agradecimento mereceis? Também os pecadores emprestam aos pecadores, a fim de receberem outro tanto.
Vós, porém, amai os vossos inimigos, fazei o bem e emprestai, sem nada esperar em troca. Então, a vossa recompensa será grande e sereis filhos do Altíssimo, porque Ele é bom até para os ingratos e os maus.
Sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso.»
«Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai e sereis perdoados.
Dai e ser-vos-á dado: uma boa medida, cheia, recalcada, transbordante será lançada no vosso regaço. A medida que usardes com os outros será usada convosco.»


by Miriam, publicando a verdadeira "sabedoria"!

Infelizmente...

Recebi esta mensagem de um comentário feito na minha postagem anterior.
Não sei que é o autor deste comentário. Nem o porquê falou assim, aqui. Mas, certamente, ou foi um engano de Blog, ou falta-lhe coragem e hombriedade para esclarecer o porquê de sua colocação e onde eu a(o) prejudiquei. E se assim aconteceu, minhas desculpas.
Meus posts são feitos com amor e verdade. Nada se refere a outras pessoas... apenas a minha criatividade me impulsiona a escrever, entre um trabalho estafante e um cafezinho ao lado...
Peço que, se algum dos meus visitantes tiver uma luz para que eu possa desvendar este segredo, me mostre. Porque foi um comentário que me chegou com dois dias de atraso... e desta forma.
Quanto ao "armar confusão com o nome dos outros"? Mas Maria é um nome qualquer... e o fato aqui descrito é uma história qualquer...
Deixo como post, e não como comentário, o que abaixo transcrevo:

dracula deixou um novo comentário sobre a sua postagem "O descanso de Maria":

Drácula said...
A maior manifestação de menoridade mental é não perceber a desatenção dos outros. Confundiu-se. É a primeira e a última vez que lhe faço um comentário. Por mim quero que vá dar uma volta "ao bilhar grande" e fique lá. Tenha juízo e cresça. Tenho mais que fazer do que perder tempo consigo. E nunca armo confusão com o nome dos outros que já todos topam ao longe. Fique sossegado no seu canto....

15 de Fevereiro de 2007 15:27:00 PST


by Miriam

sábado, janeiro 13, 2007

O descanso de Maria

Parou de trabalhar. Estava cansada. Resolveu dar-se um tempo.
Pegou a caneta e começou a escrever. A dor era profunda. Sentia saudade. Saudade que voltara a se manifestar com intensidade. Maria não sabia o porquê. Apenas vivenciava.
Há poucos dias, também vivenciara o sentimento de perda pela morte. Não para si, especificamente. Mas no meio onde vivia. E o cansaço, somado à dor dos amigos, esfumaçou a realidade presente e deixou seu coração à mostra. Neste coração, a dor. Neste coração, a saudade.
Maria sentia-se só. Não era "solidão". Considerava-se uma pessoa feliz. Mas sentia-se só. Sem seu amor. Percorreu a casa, em busca de fotografias... não as encontrava. Havia se desfeito de todas elas... na mágoa, não quis ficar com nada que lembrasse o rosto amado.
Pensou em escrever alguma coisa... que nada! Expor seus sentimentos era muito triste. As dores de amor, assim explícitas, não são fáceis de se dispor em público. Ousava em crônicas, em poesias...Mencionava fatos semelhantes, usava termos figurativos. Mas colocar suas dores cruamente, a sua imensa saudade de quem não sentia o mesmo, era muito difícil.
Olhando para o lado, viu a janela... na rua, o sol. Pela vidraça, a paisagem tantas e tantas vezes imaginada sendo percorrida pelos dois.
Suspirando profundamente, escondeu pequenitas lágrimas que turvavam seus olhos. Era hora de voltar a trabalhar. Era hora de esquecer... embora, no seu coraçãozinho puro e verdadeiro, sentia ser hora de amar.
Maria levantou-se... colocou o livro que estava nas suas mãos sobre o sofá. O descanso estava terminando. E a vida continuava. Deu adeus ao seu amor, que tão intensamente invadia sua mente nos últimos dias.
Um sorriso triste iluminou seu rosto. Este amor não terminaría nunca. Amores verdadeiros não terminam... apenas se escondem nas estrofes dos poetas tristes.

by Miriam, contando uma história.

quinta-feira, janeiro 04, 2007

Minha despedida de 2006

No penúltimo dia do ano de 2006, sentei-me e escrevi o que transcrevo abaixo. Por ser especial, está neste Blog "especial" do Noites de Verão. E o estou publicando numa tardinha de verão. E que verão! Quente demais.
Pois, eis que aqui deixo esta manifestação de um sentimento que me acompanhou durante os dias que estive longe da minha cidade. Eis aqui:


Fim de Ano! Início de Nova Vida!

Hoje, penúltimo dia do Ano. Dia 30 de dezembro de 2006.Estou numa casa onde, outrora, morei... Onde, outrora,vivi algum tempo. Onde me estabeleci, após mudança de cidade, num ambiente físico reformado e aumentado, conforme um planta feita por mim.
Um tempo dividido entre a esperança de uma nova vida, com a família unida, e a sensação de derrota e perda, que toda separação causa.
Hoje, aqui estou. Sentada no escritório... digitando este novo post.
Estranho como podemos nos sentir "estranhos" num lugar que, antigamente, era a nossa casa, o nosso lar. Daqui saí, em estado de choque, procurando abrigo na residência da minha mãe. Para cá voltei, após a separação, tentando viver uma situação de paz e solidão. Mas uma solidão pela qual esperei durante 23 anos.
Sei que já vivi muito. Que já passei muito... Que minha idade é a idade de observar em silêncio e tirar as lições que a própria vida nos dá. Mas, hoje, aprendi a mais nova lição. Que o passado tem que ser "passado". Que devemos nos desligar de locais da mesma forma como somos obrigados a nos desligarmos das pessoas que fizeram parte da nossa vida e não mais o fazem.
Interessante como, comigo, aconteceu a vivênvia do luto de forma incompleta e trocada. Desliguei-me da pessoa, mas não dos lugares. Desliguei-me do sentimento, mas não do espaço físico onde vivi com meus filhos.
Hoje estou aqui, a me sentir um peixe fora d'água. Hoje, penúltimo dia do ano de 2006, e eu, com meu "insight", a tomar nova direção na minha vida. Que inicía com o Ano de 2007.
A melancolia se fez presente desde que aqui cheguei... numa cidade que me deixou marcas profundas.Sequelas eternizadas pela própria vida. Marcas que me acompanharão sempre. Mas que, de alguma forma, foram os tijolos que precederam a minha nova contrução. Porque somos construídos, a cada ano, pelos materiais que a vida nos vai acrescentando.
Hoje, eu aqui... onde vivi. Hoje, eu com vontade de voltar para meu cantinho, para minha cidade.
Um Ano Novo se aproxima. Uma nova vida me espera. E sei que esta nova vida vai me afastar, cada vez mais, deste lugar, desta cidade. E nela, se voltar, será para vivenciar novas experiências, em novos locais.
Espero que, se daqui a 1 (um) ano eu cá voltar, seja em par. Com um novo Amor, com uma nova pessoa, com uma nova vida. Porque, hoje, eu percebi e me permiti viver novamente...um Ano NOVO, uma Vida NOVA.
Feliz Ano de 2007 para todos. Que as bençãos de JESUS se derramem a cada dia, formando um Ano completamente FELIZ e PRÓSPERO.


by Miriam... ainda melancólica pelo lugar, mas iniciando... sempre iniciando.

quarta-feira, dezembro 06, 2006

O nada... para sempre!

Nunca mais consegui fazer poesias. Elas fugiram e escaparam por entre meus dedos. Esqueci de como se canta, em poesias, os amores. Esqueci de como os artífices das letras conseguem colocar, em pequenas palavras, sentimentos tão profundos, que destoam da própria qualificação de materiais físicos e visíveis.
Minha vida estável, sem mudanças, nem surpresas, fica na mesmice do que poderia ser e não foi. Meu colo, alvo e vazio, espatifa-se contra a solidão e joga-se ao encontro do mesmo hoje.
Nada sou diferente do sempre. E nada espero, também.
Engatinho pelas estradas das horas e minutos e fico à espera... somente à espera.
E orando para que ela termine logo, vou-me embora da frente da tela do computador.
Já é tarde... tenho que tentar adormecer...
Queria que pudesse ser para sempre...
Queria poder não sentir...
Queria o nada... para sempre.

by Miriam, cansada e com sono.

segunda-feira, novembro 27, 2006

O "toque"

Hoje resolvi falar sobre o "toque".
Tudo que aqui vou falar é exatamente o que estou sentindo. Porque a solidão emocional, aquela solidão por não ter um amor, um parceiro, nos leva a sentir esta ausência.
O "toque" sempre foi e sempre será importante. E tudo começa no nosso nascimento. Sou mãe. E, logo após o nascimento de nossos filhos, a primeira atitude dos médicos e enfermeiras é colocar nossos filhos sobre nosso corpo. A emoção de estar vendo, pela primeira vez, a face daquele que já de há muito é amado, nos faz derramar uma lágrima. E nossos lábios se dirigem para aquele corpinho frágil e carente do nosso amor e nosso cuidado. Um primeiro beijo... um primeiro toque... e a carícia sela nosso compromisso de cuidar e proteger o filho amado. Visualizando pelo lado do bebê, ele, que somente sentia o pulsar do coração da mãe e ouvia a sua voz, de repente, ao sair de seu local protegido e no qual estava seguro, em sua súbita e traumática passagem de estado, passa a sentir nossas mãos a tocar seu corpo, e um suave e terno beijo, pelo qual há a interatividade e a troca de amor. É um momento mágico e único. Mãe e filho, a sentirem-se próximos, embora já desligados fisicamente. Mas, há uma ligação mais forte que a física. A união de almas... a união de amor.
E assim, no nosso desenvolvimento, o toque sempre se faz presente. Tanto como amor, como como agressão. Uma palmada, ou um toque no braço , depois de um adeus... Uma palavra agressiva, escrita ou falada, é uma agressão que é mais que toque... é a dor física sem existir contato físico.
Nossos amigos também sentem nosso toque. Como é bom encontrarmos nossos familiares, nossos amigos e os tocarmos. Como é agradável a amizade pura e sincera que nos faz encontrar várias formas de abraços e carinhos para aqueles que, de alguma forma, fazem parte da nossa vida e do nosso "sentir-nos parte de". Um sorriso, um beijo, um brinquedo, um retorno depois de algum tempo separados... e a amizade se faz sentir em toda sua extensão, ao tocarmo-nos com um beijo em cada face do amigo que ali chegou.
Nosso amor homem-mulher começa com o toque do olhar. Quando sentimo-nos olhados e prescrutados por dentro. Quando sentimos um baque no peito ao encontrar aquele a quem amamos. Logo a seguir, o toque das mãos, dos lábios.. o toque do corpo sobre o corpo. E a certeza de que, no toque, somos parte um do outro. A certeza de que, no toque, demonstramos nosso amor e complementamos nossa ligação.
Mas na vida nem tudo são comemorações e alegrias. Há os momentos de tristeza. E neles, a necessidade do "toque". O toque amigo, o toque do amado, o toque dos filhos, o toque daqueles que nos amam. Um ombro sendo tocado por nossa cabeça, quando dele precisamos... uma mão se dirigindo à nossa face para secar algumas lágrimas... um olhar a nos dar apoio e tocar nosso coração.
Somos humanos. Vivemos num físico imperfeito... e precisamos do "toque". Nosso complemento é o "toque". Sentimo-nos completos quando, ao acaso, sem esperarmos, alguém chega perto de nós e toca-nos com os lábios, dando-nos um beijo terno. Aconchego, partilha. Amizade. Carinho. Suavidade. Amor.
Como é triste quando estamos há muito tempo sem sentirmos um "toque". Como é triste a solidão do "toque".
Hoje, quando senti a falta deste "toque", resolvi que seria o assunto do novo post do Noites de Verão. Eis que, ao estar terminando meu estudo, para poder iniciar a escrever, meu filho se aproximou de mim e beijou-me a testa. Sorri... A união falada no início... a união de almas... a união de amor entre mãe e filho. Quanta ternura... Quanta suavidade sentida num simples "toque" de lábios em minha testa. Que alegria poder dizer que, esta noite, não vou dormir sem o toque de um beijo. Que a minha realização como "mãe" é completa.
Assim, também, um dia, quem sabe, poderei dizer aqui que toquei um ombro com minha face, que minhas lágrimas encontraram uma mão que as secasse e que um suave beijo em meus lábios selou um novo amor. Que encontrei a alegria de me sentir, novamente, mulher.



by Miriam, numa preleção sobre o "toque".

sábado, novembro 25, 2006

Minhas "Noites de Verão"

Estou com sono. Já são 23 horas e 12 minutos. Meus dias tem sido muito corridos.
Mas, uma coisa que tem me chamado atenção, nestes dias quentes de verão e nestas "Noites de Verão", é que eu me habituei com a minha nova vida. Novas promessas, novos desafios, novas pessoas... e, em geral, tudo que era novo, passou a fazer parte da minha "atualidade". E tudo o que era velho, deixou de ser importante.
Como poucas pessoas aqui passam, gosto de comentar sobre o meu lado emocional por aqui mesmo. Grandes superações aconteceram na minha vida. E, com elas, uma imensa paz e o sentimento de "dever cumprido". Foi cumprida a minha missão. Plantei onde tinha que plantar, semeei onde tinha que semear... O nascimento vai depender de cada um e da sua aceitação.
Sempre tive um sonho: de não passar em vão, nunca, na vida das pessoas. Sempre sonhei em deixar alguma lembrança boa. Sempre consegui isto... mas, por alguma razão que nem mesmo eu entendo, isto não aconteceu nestes últimos tres anos...
Sei que foram poucas pessoas. No máximo, três. (Interessante os números.. iguais. 3 anos - 3 pessoas)
O que estas pessoas não sabem é que sementes foram plantadas e deixadas bem escondidinho. E que Jesus cuida de regar, já que eu não posso mais. Na hora certa, confiante nas minhas orações e na bondade do Pai, elas vão germinar e dar flores e frutos.
Mas, voltando ao assunto anterior... minhas mudanças aconteceram e me deixaram mais leve. Hoje sou outra pessoa. Com mais experiência, mais vivência e com a constatação de que o passado deixa de magoar e deixa de ser lembrado, quando cumprimos com nossa missão.
Sei que este post não está "belo". É que meus olhos estão fechando e meu sono é imenso.
Amanhã aqui voltarei e trarei novas coisas... novos posts. Afinal, estou vivenciando, atualmente, muitas "Noites de Verão".

by Miriam, com muito sono e desejando a todos um excelente domingo!

quinta-feira, outubro 26, 2006

Meu passeio pelo "mundo dos mapas"!

Estive passeando pelo mundo. Mas eram mapas.
E me dei conta que também temos os mapas da nossa vida. Se olharmos bem, se nos dedicarmos a refazer os caminhos percorridos, veremos que existiram estradas pelas quais passamos e que deixamos construídas... elas existem... não podem ser esquecidas... nem negadas.
No meu mapa de vida deixei várias estradas que ficaram como "ruas sem saída". Vários becos que se formaram pelas conjunturas das situações, as quais não permitiram que houvesse uma continuação. Foram becos levantados sem que eu quisesse tomar parte. Por mim, as ruas seguiriam, tomariam uma direção, a qual manteria plena a chama do amor.
Mas, em contrapartida, existem as terras férteis, as estradas que unem pontos importantes, as áreas verdes, as florestas( aquelas que escondem uma beleza tamanha... mas que se tentarmos deixar à mostra, são depredadas).
Tenho, neste mapa, a opção de zoom. Chego mais perto de cada cantinho, com uma resolução imensa. E percebo cada atitude tomada, cada palavra... repenso atitudes, revejo alegrias. Fico melancólica pelos cortes sem "porquês".
(Hoje a inspiração para escrever não está boa. Apenas passável. Talvez porque eu não queira me aprofundar demais... e me expor demais. )
E como, realmente, andei visualizando mapas interativos, lembrei-me do meu mapa colocado aqui. Ele é uma foto de sátélite, num site onde vemos a terra em horário real. Ao vivo. Uma lástima que perdi este endereço. Eu gostava demais de ficar andando pelo mundo através dele. E, quando o tinha, fiz um print screen no meu PC. E, nesta hora desta foto, eu sei o que estava pensando e em quem estava pensando...
Eis uma estrada que não teve continuidade... um "beco sem saída". Onde eu chorei e ,das minhas lágrimas, surgiram canções e novas estradas. O beco ainda existe... não vai sumir, porque fez parte da minha vida. E estrada construída pode ficar ao relento, pode se danificar... mas continua a ser "uma estrada" que, outrora, existiu.
Meu mapa... minha vida.
Minha estrada, meu viver...



by Miriam, totalmente sem inspiração.

sábado, setembro 30, 2006

Nossos sonhos e nossas verdades.


"As nuvens mudam sempre de posição,
mas são sempre nuvens no céu.
Assim devemos ser todo dia, mutantes,
porém, leais com o que pensamos e sonhamos;
lembre-se, tudo se desmancha no ar,
menos os pensamentos".

(Paulo Baleki)

Recebi, da minha amiga Iracema, novamente , esta maravilha que aí está. O que poderia dizer, além destas palavras? Nada!!!! Elas dizem tudo.
Mais uma vez, obrigada, Iracema. Mais uma vez, em um e-mail, deste-me uma lição de vida!
beijinhos

by Miriam, sem palavras.

quinta-feira, setembro 28, 2006

Um só!

terça-feira, setembro 26, 2006

"Ter Garra"
Não havia nada que eu pudesse fazer, mas fiz.
Alcançar tal coisa era impossível, eu a busquei.
Não havia mais esperança, eu a mantive.
Não restava tempo para mais nada, mas eu lutei até
a última hora.
Não queriam, mas eu insisti.
A última palavra havia sido dada, mas eu ainda falei.
Enfim, estou passando pela vida e tudo vai acontecendo...
Portas se fechando, e eu as abrindo.
E a felicidade está em mim,pois, se nada tenho, por tudo lutei.
E sem me arrepender de nada,no futuro poderei dizer:
Tentei!
E, mesmo que a fortuna venha a mim,
Por tudo que Deus me deu,direi a todos:
" V E N C I !..."



Recebi esta mensagem de uma amiga querida. Seu nome, Iracema.
Querida amiga. Nem imaginas o quanto me deixou pensando esta tua mensagem.
Quero, aqui, deixar escrito que a vida é uma eterna luta, uma eterna batalha para vencermos. Mas, a nossa vitória é mais do que podemos ver. A nossa vitória maior é vencermos a nós mesmos, vencermos o desafio de nos motivar a lutar, mesmo que os percalços sejam muitos.
Uma das mais profundas aprendizagens que tive, em minha vida, foi a de que viver requer humildade de "criaturas", mas, com a força de Deus, sabermo-nos maiores. Porque, quem tem Deus como guia e Senhor, sempre é vitorioso.
E é NELE que está a vitória.
Sou vitoriosa, sim querida. Esta vitória JESUS me prometeu.
E cumpriu.
Beijinhos, sempre, como dizes. Para vocês dois.
E que Portugal seja o aconchego e o acalanto... embora as saudades do Brasil.



by Miriam, numa manifestação de agradecimento à Iracema.

terça-feira, setembro 05, 2006

Vivendo o "Hoje"


Oi, Antonio!
Estivesses aqui, mas não tinha nada postado.
Não estava recolhida em busca de inspiração, amigo, mas sim com muitas aulas a serem feitas. Estou fazendo três importantes Cursos para minha carreira, e agora, ainda não satisfeita, me inscrevi em mais dois.
Uma das mais importantes qualidades ( pelo menos eu acredito nisto) é a de estar sempre me aperfeiçoando. Acredito em mim, na minha capacidade. Nada me abala por muito tempo. Nem sofrimentos, nem dores, nem amores... Fico triste por um tempo. Melancólica. Mas logo passa. E estou pronta para outra. E, baseada neste fato, que escrevo o que está abaixo:

Já vi muitas coisas na vida. Mas uma das que nunca vi foi alguém morrer de dor de amor perdido. Posso estar sendo pouco romântica. Mas, na minha vivência de 52 anos, nunca vi alguém morrer de dor por ter perdido amores. Esta constatação me conduz a um fato que ocorreu na minha família. Este fato se passou quando minha mãe era pequena.Uma moça , que não conheci (nem poderia, porque não havia nascido ainda), era noiva. Amava e era amada. Estavam para se casar, quando ela se submeteu a uma cirurgia simples. Mas... veio a falecer na mesa de operação. Ataque anafilático. Ela era alérgica à anestesia. Seu noivo, eu conheci. Olhem bem... minha mãe era pequenina nesta época. E eu vim a conhecer o noivo.... que continuou noivo. Tinha fotografias espalhadas pela casa. Nunca a esqueceu. Nunca casou. Mas ficou vivo, embora tanto amor.
Para mim, uma fraqueza. Não creio que exista amores assim. Creio que faltou força suficiente - e capacidade psicológica suficiente - para a superação do "luto". Se tal fato acontecesse hoje, com alguém próximo, eu falaria para procurar um Psicólogo ou Psiquiatra , com a finalidade de trabalhar as experiências traumáticas que culminaram na atitude de "não superação" do período de "luto".
Desculpem-me os românticos. Mas fatos são fatos. Períodos de luto, todos temos. Quando perdemos um emprego, quando perdemos alguém da família, quando perdemos um amor, quando não conseguimos ser classificados num Concurso, quando... quando...
É uma lei da vida... todos passamos por situações traumáticas. Elas nos abalam e nos levam a depressões momentâneas, que, aos poucos, vão sendo superadas pelas nossas próprias forças, pela nossa vontade de viver, pela nossa mundança de foco: passamos a enfocar outras situações, as quais estão ao nosso alcance e nos causam prazer.
Logicamente, tudo se dá aos poucos... com o devido tempo. Porque o tempo é o remédio para tudo. E esta é a maior e mais profunda verdade.
Na Bíblia temos: "Não te entregues à tristeza, porque ela te acompanhará, mesmo depois da morte". Não é escrita exatamente assim. Mas, com este significado. A tristeza empobrece-nos, enfraquece-nos. E a fraqueza psicológica e espiritual nos acompanhará além desta vida.
Pois, sou adepta de outra parte da Bíblia, também: "Para cada dia basta a sua preocupação". De nada adianta nos preocuparmos com um futuro que nem sabemos se iremos vivenciar. Então... Vamos nos preocupar com o dia de hoje. O que eu posso fazer para melhorá-lo e melhorar-me.
E, por isto, retorno ao início do meu post: Busco estudar, busco me aperfeiçoar em cada coisa que creio importante, hoje. Não vivo de tristezas por eventos passados - eles passaram e não me atingem mais. Nem de sonhos futuros - não sei se estarei lá para vivenciá-los. Vivo meu presente, com intensidade, verdade, compreensão da vida e dos "sabores" do viver o que me está ao alcance.
Não sou SUPER... claro que não. Por vezes me vem à lembrança bons momentos, que passei e que me deixam melancólica, saudosa. As vezes até me pego secando algumas lágrimas. Mas, logo, esqueço-me do passado e passo a sorrir pelo meu presente. Que é maravilhoso e que, embora possa me dar algumas surpresas desagradáveis, eu sei que faz parte da vida. E eu quero vivê-la como ela se apresenta. Sempre...
Obrigada, Antonior, pela visita. Obrigada a todos que aqui chegam. Considero-os meus amigos mais que reais. Porque vocês fazem parte do meu hoje.
by Miriam numa clara explicação do seu modo de vida, do seu ponto de vista.