segunda-feira, dezembro 31, 2007

Um Ano de Vitórias e Bençãos a todos!

Hoje estou me despendindo do ano de 2007. Um ano que serviu para me mostrar o que realmente tem valor na vida.
Perdi muitas coisas... passei por fases difíceis demais. Passei por situações profissionais inexplicáveis, como esta a que se refere o post abaixo. Passei por problemas que, para mim, eram insolucionáveis. E deixei nas mãos de Deus, cada um.
Com isto, aprendi a viver mais um pouco. Aprendi que nada do que temos, aqui na terra, é perene. Nenhuma das coisas materiais, que tanto lutamos para adquirir, supera a graça de estar nos braços de Jesus.
Hoje, último dia do ano, eu agradeço a Deus por todas as tristezas, todas as tribulações que me foram permitidas passar. Pois, sem elas, eu estaría menor.
Deixo, então, a todos meus votos de um 2008 tão maravilhoso, mas tão lindo, que permita a cada um dos meus queridos amigos, e dos que aqui passam, a consciência da razão da vida.
FELIZ 2008 a todos!!!!!!!!
Miriam

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sexta-feira, dezembro 28, 2007

A verdade está no ar!

Maria caminhava pelo jardim. Olhava em volta. E, ao perceber que na cesta de correspondência estava uma carta, surpreendeu-se. Mas como? Tantas vezes havia tentado conseguir aquela resposta e, quando menos esperava, ela apareceu...

Maria olhou seu filme de segurança.. e viu passos premeditados. Embora sabendo a verdade, pegou sua carta... respondeu. Porque sua verdade era a mesma, sempre. Nada poderia mudar sua forma de ver o mundo e as pessoas.

Lembrou-se de um conto no qual um mestre, depois de levar um aprendiz no alto das montanhas, onde ouvia-se ecos de tudo que falavam, pediu que ele gritasse bem alto palavras agressivas... e estas retornavam.. Depois pediu que ele gritasse palavras de amor... e estas retornavam. E ele, olhando ao pequeno que ali estava, disse-lhe:
-Assim é a vida. Tudo que fizeres retornará para ti. Se inundares todos de AMOR, independente de aceitação, o AMOR voltará para ti, e estará sempre te acercando.

Apesar de tudo, continuou a oferecer uma real amizade - tanto ao rementente como ao entregador. Sabia que, conforme a Bíblia diz, se desejasse "Paz a esta casa!" e ela não fosse aceita, a paz retornaria para si e para sua casa.

Os dias passaram... e Maria continuou a perceber a verdade dos fatos. E, num retorno ao seu cantinho predileto, a verdade esbarrou na sua frente. Por mais que possamos pensar que nosso voo pelo azul do céu, ao encontro do encontro esteja apenas nos nossos planos e no nosso conhecimento, fatos nos mostram que nada é impossível de se entender.

Fechou a porta... não precisava mais olhar o porta-jornais. E gostaría que as pessoas entendessem que, por mais que se escondam da vida e dos outros, existe um Deus que tudo vê e tudo sabe... e que mostra aos Seus filhos amados o caminho por onde andar.

Maria queria ficar quieta... mas não a deixavam. Sua paz era constante, embora não parecesse. Lembrou que, um dia atrás, estava a sestear e acordara com sua própria risada, pois estava sonhando que alguém lhe contava uma piada. Tentou lembrar... mas não conseguiu. E percebeu que apenas ri dormindo quem está em paz perfeita... aquele que tem seu coração em paz verdadeira.

Entrou em casa... o dia estava terminando... o Ano de 2007, também. E no novo ano, Jesus prometera, e, sem dúvida, cumpriría sua promessa: - Este novo ano seria ESPECIAL. O tempo que termina... anuncía, para ela, o júbilo e a vitória.


by Miriam, louvando à Deus por Sua ajuda, Seu cuidado e Seu Amor.

quarta-feira, dezembro 26, 2007

Feliz Natal e um Ano de 2008 repleto de graças!

Eu, na pele de Maria... ou Maria, na minha pele...?
Agradeço a todos que sempre passaram por aqui e aos novos visitantes... aos visitantes que aqui vem ao acaso...
Desejo a todos um Feliz Natal. Que neste novo ano possamos conviver mais neste meio blogueiro. Que possamos ser companheiros na jornada das letras e da arte. Que possamos entender o outro como aquele que coloca seu dom para nos presentear com suas criações.
Que em 2007 somente as alegrias sejam as companheiras diárias e constantes.
Se, por acaso, eu deixei de visitar algum blog dos que aqui me deixaram votos de Boas Festas, peço desculpas. Mas, em razão de estar em viagem meu tempo é curto na frente do PC. Além de estar com doença na família (já em recuperação, com a graça de Deus).
Deus abençoe a todos!!!!!!!
Beijos ternos
Miriam

domingo, dezembro 16, 2007

Mas... fiz um post...

Tentei... mas não consegui.
Tentei contar uma história de Maria... tentei em vão.
Maria está doente. Muito doente. E eu não me permito contar suas histórias.
Maria tem andado muito triste. E sua tristeza é tão profunda e tem razões tão concretas que, por mais que eu quisesse falar aqui, estaria menosprezando sua dor. Maria está no final do tempo do tempo... e não voltará, talvez. Como nunca devemos falar que "desta água não beberei", eu não posso afirmar que nunca mais cantarei Maria.
Podem acreditar: Um dos meus sonhos é poder cantar Maria, contar Maria, falar Maria, sonhar Maria. Porque Maria existe em mim antes de cada conto. Maria existe antes de cada dor. Pois viver em Maria é um viver real.
Tentei mas não consegui. E somente o tempo dirá.
Mas não acreditem em tudo que se diz... não acreditem porque Maria acreditou e depois viu que a verdade dos fatos era outra. Não acreditem nas dores... nos amores... Não acreditem no sofrimento nem na ruptura do tempo no tempo. Não acreditem na dificuldade. Muitas vezes a dificuldade existe porque não há intenção de se colocar o sentimento em palavras...
Mas... fiz um post... embora querendo - e não conseguindo - falar de Maria.


by Miriam, numa tentativa frustrada.


sexta-feira, novembro 16, 2007

O tempo sem tempo do tempo.

Maria levanta a cabeça... estivera cabisbaixa durante muito tempo. E entregara-se aos pensamentos, às recordações. Passou um tempo... o tempo do tempo... e o tempo se foi.
Assim como o tempo, as palavras tem um tempo de existência. E este tempo era finito. Tudo é finito. A não ser a nossa alma. E, neste finito tempo do tempo das palavras, muitas coisas foram ditas e muitas o deixaram de ser.
No silêncio está a verdade, e na negação do fato a realidade. Nas sofridas notas de um piano, que canta as dores de quem toca, está a certeza do sentimento de sombria estupefação.
Maria sabia que o que estava dizendo não fazia sentido para ninguém. Mas no tempo do tempo, a luz se derramaria sobre as pessoas e o entendimento se daría.
O tempo fora o tempo... não mais o era. E, deixando de ser, ultrapassava a barreira do material e se deslocava para a enternidade.
Maria estava no final do tempo das palavras. E colocava suas dores nas notas tristes tiradas em músicas eternas. Eternas porque somente a música é eterna, na contingência material das ferramentas das sublimações.
Saiu, mais uma vez, a passo... um passo do tempo sem tempo, que modificaría a sua vida - no tempo sem tempo do tempo.
Maria fora o tempo... e o tempo se rompeu.

sexta-feira, outubro 26, 2007

Dolorosamente iguais...

Maria estava melhor. Havia passado por momentos difíceis... os quais ainda não haviam se solucionado. Mas a fraqueza se convertera em mansidão e retorno ao convívio da alegria e dos sorrisos.
Numa etapa tão difícil como a que havia passado - nada agradável -, ela se perguntava porque tudo era muito mais sofrido para determinadas pessoas e para outras a vida corria com mais calma e mais vitórias. Sua vida foi - e estava sendo - muito sofrida... lutas diárias, sempre "correndo atrás da máquina"
... e só.
Esta solidão, na qual ela se via sozinha na batalha, sem nenhum ombro ou ajuda, era o que mais a deixava triste. Pois "onde dois estão juntos, quando um cai, tem quem o levante"(bíblico). E este apoio, que tanto lhe fazia falta, era um sonho quase inatingível e quase impossível de ser "sonhado" no dia a dia.
Levantou de seu trabalho e, olhando uma revista, seu olhar percorreu algumas linhas onde assim estava escrito:
-"Pior solidão é aquela que sentimos quando estamos acompanhados".
Maria sorriu... a resposta estava ali. Mas nem precisava estar, porque Maria sempre foi só, mesmo quando estava acompanhada. Ela sabia muito bem o que queria dizer isto.
A música que escutava lembrava um final de semana se aproximando... ou ja em pleno andamento. E , mais uma vez, tudo seria igual. Tudo se repetia na vida de Maria, como se repetia o sol, ao nascente e ao poente. Os raios do sol, pelo menos, mudavam de tom e intensidade, dependendo do tempo, do dia. Mas os dias de Maria permaneciam iguais...
dolorosamente iguais...
infinitamente iguais...
sofridamente iguais...
Uma musica suave tocava, naquele momento... E Maria permitiu-se perambular pelas calçadas da mente, dançar nos jardins dos pensamentos... abraçar um amor imaginário e saltitar por entre arbustos e flores, cantando e encantando... levando em seus ombros o manto da alegria e da paz por poder sonhar... e era livre para sonhar.
Talvez tenham tirado tudo de Maria... mas não sua liberdade de sonhar. Não sua liberdade de "crer contra a esperança" ... não sua liberdade de saber-se triste por momentos, mas compreender que superaría a dor e continuaría a viver... a lutar...
e a vencer, em algum dia, em algum lugar...

ou pelo menos:
... em alguma coisa!

by Miriam, ainda em recuperação.

quinta-feira, outubro 18, 2007

Sem rumo

Maria começou a caminhar sem rumo... deixou-se levar pelo coração e pela emoção. Não via as pessoas que passavam, nem carros... não via nada. Algumas lágrimas teimavam em querer aparecer e ela não as deixava correr. Não teria como mostrar suas dores e seus temores a ninguém. E não queria.
Seguiu seu rumo, que nem rumo era, pois se perdera da vida... perdera-se de seu sentido, de suas esperanças...
Olhando seus pés, que a levavam não sabia onde, não se deu conta quando se deparou com uma pracinha pequena. Ali algumas árvores, um banco e um caminho por onde várias pessoas caminhavam em seu exercício de final de tarde. Sentou-se, com a cabeça baixa... nada tinha a olhar.. nem a fazer... não sabia porque estava ali, nem porque havia sentado. E deixou o tempo passar...passar...
...passar.
Olhou em volta e poucas pessoas restavam. A noite se mostrava, com sua brisa suave e tonalidades confusas. Alguns raios de sol ainda iluminavam o horizonte, dando a cor avermelhada característica do poente... pequenas formas de nuvens, aqui e ali, num escuro azul acinzentado, transformavam o céu numa imagem digna dos grandes artistas. Mas nada animava Maria... que havia se escondido da vida e das pessoas no inverso escuro da natureza... não queria mais que a vissem, nem que a escutassem. Sua voz estava rouca, seus olhos sem brilho... e era chegado o fim.
Maria não se lembrava como ali chegara nem como devia seguir. Mas seu instinto de sobrevivência a impulsionou a buscar o conforto de sua casa. E lá se foi...
...Foi à passo... como tinha vindo até ali.
...Foi sem olhar os carros, as pessoas.

Foi sem sentir...
...Embora sentisse muito!

by Miriam, numa noite de primavera

Será que resiste?


Maria estava triste... muito triste...
Maria estava cansada...
                         muito cansada...
                         muito cansada...
Será que Maria existe?
Será que Maria resiste?
Quem será Maria?
O que quer Maria?
Onde anda Maria?
Por que Maria?

Maria estava cansada...
                         muito cansada...
Maria chorava...
                         muito...
pois estava cansada...
                         muito cansada.

by Miriam - (Imagem da net)

segunda-feira, outubro 15, 2007

Um adendo ao post anterior

Um adendo ao post anterior.
Ao fazer o post eu, nas palavras soltas, escrevi uma que, para mim, não tinha sentido. "Acidente".

"avenida, carros, estradas. ... horror, acidente, enxofre, ramada, sujeira, vassoura,...verídico, cuidado, porta, sufoco, cansaço, serventia, operação, viagem..."
( não posso esquecer de registrar que, aqui no RS, as plantas que existem e nascem pelos campos e à beira das estradas chamamos de vassouras)

Bem. Eu ainda não havia lido a notícia (nem sei se já estava publicada, provavelmente não estivesse ainda) sobre um acidente com um conhecido.

Deixo, aqui, o registro. Com a graça de Deus nada ocorreu de mais grave. Mas, como podemos esquecer que temos mais do que corpo? Como podemos esquecer que temos alma... e que esta alma está acima de qualquer espaço e tempo? E que podemos perceber acontecimentos ocorridos à distância, mesmo que não façamos parte dele?

Não é um fato isolado, este que ocorreu. É habitual em mim. mas quis deixar aqui, registrado. Sabe-se lá até quando estarei escrevendo aqui.

E a propósito do comentário feito no post anterior. Eu não estou saindo em férias. Quem sou eu para ter estes privilégios? Não posso contar com isto.

Deus os abençoe!

by Miriam

domingo, outubro 14, 2007

Sono reparador

Maria não seria capaz de dizer o que estava sentindo. Os sentimentos misturavam-se, confusos, em seu peito. Sabia não ser tristeza, mas não conseguia definir.

Sorriu ao pensar que, pelo menos, sabia o que "não" era. Já havia dado um passo em frente.

Movimentou-se, impaciente, em sua cadeira. Algo no ar... Algo que a incomodava. E começou a jogar com as armas de sua profissão (abandonada). Jogou palavras e fatos ao ar... em busca da resposta.

Neste Domingo o Horário de Verão estava começando. Maria não gostava deste horário. Eis que lembrou da noite anterior. Quando deitara, adiantara o relógio em uma hora. E, no mesmo instante, pensou:
-"Começou o tempo que eu não gosto".
Não gosto.... isto um cristão não deve dizer. Pois todos os dias são graças e bençãos de Deus. E a cada dia, mais graças, mais bençãos, são derramadas na nossa vida. Mas o verão, com seu calor insuportável, mosquitos, cansaço constante devido ao mal estar que o calor deixa no corpo... tudo isto a incomodava.

Neste Domingo estava sem poder trabalhar. Faltava material. E ela dedicou-se ao estudo. Alguns a deixaram triste, pois não conseguiu estudar- dúvidas e problemas com os programas que não sabia como solucionar. Entregou-se ao desenho e animação - desta forma ocuparía seu tempo e aprendería.

Muitos fatos contribuiram para o bem-estar de Maria na semana que havia passado. No entanto, o próprio bem-estar lhe dava a incômoda sensação de que estava, agora, vazia. Antes o sentimento lhe acompanhava. Mas,exatamente por isto, sem ele nada estava preenchendo o seu coração. Era uma situação "sui generis". Não tinha objeto para direcionar seu pensamento.

Lembrou-se, também, de amigos que estavam se aproximando. Amigos novos, amigos de algum tempo. Lembrou-se de que ganhara um irmão virtual. Lembrou-se do dia lá fora, com sol e céu azul. Lembrou-se de que estava sentada na frente do PC, sozinha, a escutar música. E jogou mais palavras:

Dúvida, anseio, solidão, retração, ressentimento, falsidade, saudade, aversão, bula, almoxarifado, sentimento, musicas, hortências, flores, relógio de flores, avenida, carros, estradas, jumento, autêntica juventude, horror, acidente, enxofre, ramada, sujeira, vassoura, beijo, casal, unidade, carícia,dança, dança com lobos, filme, televisão, reportagem, verídico, cuidado, porta, sufoco, cansaço, serventia, operação, viagem, situação cômoda, angústia, autenticidade, confirmação, autoridade, camaleão, suavidade, sentimentalismo exagerado, efusão, efusão do E.Santo. Conversão, arrependimento, reparação, eternidade, felicidade, amor.

Restava, agora, juntar as palavras e tentar decifrá-las. Nada incômodo. Pois estava, realmente, sem ter o que fazer.

Não sabia exatamente o porquê. Mas o próprio fato de escrever as palavras, e relê-las, havia aliviado seu peito.

Sentiu sono. Há pouco acabara de almoçar. E, como não podia deixar de ser, a moleza se instalava no seu corpo após o almoço. Não era consigo apenas. Todos sentiam. Nem sempre podiamos descansar como seria conveniente. Mas, hoje, Maria podia.

Saiu da frente do monitor e do teclado, sentindo-se calma e tranquila. O sono a embalava. A música suave dormitava com ela. E, nas mãos que escreveram, a cura para um estado momentâneo de insatisfação.

Todo seu ser se direcionava para que fechasse os olhos e se entregasse ao sono reparador. E Maria não lutaría contra isto.

by Miriam, antes de sair para descansar.

domingo, outubro 07, 2007

Renovação

Hoje estou realizada. Renovei minha página pessoal. Há tanto tempo desejava fazer isto, mas não tinha coragem.
Até que, ontem, comecei a renová-la.
Se quiserem ver o novo Layout, que eu, mui sem modéstia, achei lindo, passem por lá:

Minha Página Pessoal

Mas, especial mesmo, messssssssssmo, é uma música que toca na Poesia "Momento":

Momento


Espero que passem lá e escutem a música. Linda.
Ela é especial na minha vida. Muito especial.
Deus os abençoe.
Miriam

sexta-feira, setembro 28, 2007

Coração de pedra.

Seguidamente canto uma música que tem esta parte:
- "As vezes, no meu peito, bate um coração de pedra,
magoado, frio, sem vida, aqui dentro ele me aperta.
Não quer saber de amar,
nem sabe perdoar.
Quer tudo, mas não sabe partilhar..."
A continuação é linda, mas hoje eu fico apenas com esta parte.
As vezes nosso coração dói.. dói muito... vira pedra.
E acabamos por nos permitir que as lágrimas lavem nosso rosto. Mas, faz parte. Estas dores fazem parte da vida e do nosso crescimento.
E Maria, onde está?

domingo, setembro 16, 2007

Um olhar cruzou o meu.


Maria baixou a cabeça e seguiu a passo... Estava prestes a perceber o que não tinha intenção de tomar consciência.
Parou, subitamente... Olhou para trás e se viu a mesma boba de sempre. Aquela que confiava da mesma forma como se dava a confiar. Acreditara na verdade, contra todas as evidências. Acreditara na sua intuição, contra todas as claras manifestações de pessoas amigas, que tentavam lhe dizer que não podería ser verdade. Que estava apenas intuindo com seu coração, e não com a razão.
Estivera caminhando na frente de seu prédio... um pequeno jardim... (ou parque?) com bancos e canteiros... onde os moradores faziam suas reuniões de agradável estilo. Sentou-se... e olhou às flores que estavam começando a nascer. A primavera estava chegando. Poucos dias faltavam. E, agora, ela teria as flores ali, ao abrir as janelas. Lindas, perfumadas. Deixando a sensação de estar entre a natureza e as bençãos do Pai.
Não queria mais pensar em nada... e brincou com seus pés... balançou-os... colocou suas mãos sob suas pernas... seu interior era de uma criança - não crescera... e nem queria. Sua postura frente à vida, com sua sinceridade, verdade e confiança era o que lhe dava estímulo para viver.
O latido de sua mimosinha fez-se ouvir... convidava a sair para a rua. E Maria deixou-se levar até o portão de entrada. E saiu... caminhando, com os olhos fixos em nada... e em tudo. Caminhou... caminhou... caminhou... perdeu-se no tempo e o sol já estava se escondendo.
Voltou-se e fez o caminho contrário. Quando estava quase chegando ao Condomínio, uma brisa suave a tocou. Fechou os olhos, levantando ligeiramente a cabeça... uma sensação de plenitude a invadiu e, decerto, manifestou-se em em seu rosto. Sentia-se viva e queria esquecer as tristezas... quando... ao abrir os olhos o viu a se dirigir para a sua calçada... estava próximo e a olhava, com um sorriso. Quem era ele? Porque lhe dava aquela sensação de proximidade... olhos brilhantes... Aquele sorriso...
Maria seguiu seu caminho. E ele também. Quando entrou no seu prédio, ao pegar a chave, olhou para trás. E ele estava a entrar, também, no portão. Sorriu para Maria. E Maria sorriu para ele. Estavam tão próximos e, ao mesmo tempo, tão distantes...
Alguém a cumprimentou... outros moradores, também. E, o olhar foi se afastando e deixando de cruzar... seguiu para seu Bloco, sem olhar mais para trás. Mas, com certeza, ele havia cruzado seu caminho pela primeira vez. Estava ali... e estaría depois. Se esta fosse a vontade de Deus.
Sorriu mais uma vez. Embora seu coração estivesse apertado e triste, a primavera estava chegando... com suas flores, com seu perfume. Quem sabe, com uma nova presença?
Era aguardar... e sonhar.

by Miriam

domingo, setembro 02, 2007

Tarde de Domingo.


O sol está querendo se esconder...
Uma música suave inunda meu ambiente, fazendo-me levitar pelas notas e sons que , tão sublimamente, me levam ao encontro do infinito.
À minha volta, nada... apenas o vazio característico das casas vazias, das peças onde nos escondemos do presente, para esquecer o passado.
A alma está em paz, mas o corpo pede descanso. Um dia como outro qualquer, mas especial em sua essência, em seu significado. Um dia que podería ter outra importância, outras marcas.
Olho em direção à janela aberta... e me dá vontade de fechá-la. Ao longe, as nuvens acinzentadas mostram o dia que foi nublado e, aos poucos, mostrou os raios do sol a aquecer e secar as calçadas molhadas. Esta luminosidade especial, que é característica do retorno do sol após alguns dias chuvosos, me remete à esperança.
Pode faltar tudo na nossa vida... menos esperança.
A esperança da superação dos problemas.
A esperança do encontro do encontro....
A esperança do passar o passado...
A esperança do chegar o futuro esperado...
A esperança de, enfim, descansar do cansaço.
Hoje seria um dia... que foi... e passou... e está terminando...
Assim sempre... o amanhã também será...
E a vida segue... e a esperança persiste...
E a força para seguir, em JESUS eu encontro.
Sem ELE, eu não teria esperança... sem ELE não teria "amanhã"!


by Miriam, melancólica em seu final de Domingo.

quinta-feira, agosto 30, 2007

Nunca temas palavras grandes!

Nunca temas palavras grandes
Palavras longas e grandes significam coisas pequenas.
Todas as grandes coisas tem pequenos nomes
Assim como vida e morte, paz e guerra
Ou dia, noite, fé, amor, ler.

Aprende a usar palavras de uma grande maneira,
É difícil fazer isso
Mas elas dizem o que tu pensas.

Quando não souberes o que dizer
Usa palavras grandes...
elas, quase sempre, enganam pessoas pequenas.

Arthur Kudher a seu filho
(retirado do calendário do Sagrado Coração de Jesus)

by Miriam

domingo, agosto 26, 2007

... e sorriu...

Domingo. Lá fora a chuva não parava. Maria escutava uma música triste. Seu coração ainda estava umedecido pelas tristezas da vida, pelas dificuldades do seu dia, do seu trabalho, da sua emoção. A cada palavra que lhe vinha à mente, outra rebatia com força, em seu íntimo, impedindo que conseguisse ser completamente verdadeira nos seus insights; Nem ela mesma se permitia ver a verdade em seu coração... em sua vida. O período de tristeza que estava vivenciando ainda não passara. Mas passaría. Jesus sempre a estava amparando. - ...e se classificou psicológicamente, embora sabendo que isto não era verdadeiro.

(Riu-se...Será que todo humano poderá ser chamado de bipolar? Pois momentos de tristezas e alegrias se sucedem, fazendo com que tenhamos a certeza de que somos humanos. E que ainda estamos em busca...)

Maria arrumou uma mecha de cabelo que caía em seu rosto.. não conseguia pensar em mais nada... estava amorfa, sem sentimentos, sem bagagens, sem vontade de nada. Era uma Maria em meio a muitas outras... e estava sentindo que a última revelação que teve, em relação à pessoas amigas, a deixara inquieta e desalentada...
Pensou em um amigo que lhe enviara um e-mail dizendo que "pessoas assim como tu não existem". Respondeu, em pensamento: "Existem, sim, amigo... Mas eu ainda não encontrei"...
O que lhe dava forças era saber que, um dia, iría encontrar uma pessoa assim... Com um sentimento sincero, em uma relação transparente, sem mentiras e sem engôdos.
Mudou de posição, em sua cadeira de trabalho. Neste Domingo estava com seu trabalho parado, em razão da falta de material. E isto a preocupava. E, mesmo que não quisesse, fez correlação com seu coração... que também estava parado por falta de material....
Já as suas experiências negativas em relação à amizade, à verdade, à vida, estavam atulhadas de materiais, vindos de todos os lugares, de todas as partes... dentre flores e paisagens, musicas e silêncio, verdades e omissões destas...
Seu mundo começava a se fechar... começara a escolher por onde andar, com quem andar, como falar... não queria mais nada que a colocasse em risco. Estava numa fase onde se escondia na carcaça para não ter que olhar para o perigo, não ter que olhar para frente.
Pensou... pensou...
... a música terminara.
E ela daria um tempo maior para seu descanso.
A noite lhe seria um alento... esquecería os problemas, por algum tempo.
... e saiu...
... e sorriu...
... e dormiu.



by Miriam

quarta-feira, agosto 22, 2007

Não posso mais...

Seu corpo doía. Suas costas... pescoço... Parecia que tinha levado um tombo, ou que uma surra apanhara. Maria tinha vontade de chorar... estava cansada demais.
Não podia reclamar. Graças a Deus tinha trabalho. Graças a Deus podia se dar ao luxo de dizer que não tinha tempo. Não reclamaría por isto. Mas que estava cansada demais, ah isto estava...
A noite estava fria, mas não tanto. O dia estivera nublado, feio. Enfim o frio dera uma trégua.
Maria olhou para o teclado do PC e viu, nele, seu companheiro inseparável... Lembrou que sempre que saía à rua, uma certa melancolia a invadia. Talvez se escondesse no excesso de trabalho, para não pensar na vida. E era a única alternativa.
Estava se sentindo triste, nos últimos dias. Não queria ficar assim e sabia que passaría este período de tristeza... talvez o cansaço fosse o maior culpado por isto. Mas, mesmo assim, aquela incômoda sensação de que algo estava faltando... havia uma brecha, uma falha... não sabia o que era, exatamente. Mas sentia... e como!
A hora de descansar se aproximava e Maria decidiu que estava pronta para deixar seu trabalho e suas coisas... Apagaría a luz do escritório, viraría as costas e se dirigiría ao descanso. Mas... , mesmo que não quisesse, sua cabeça continuaría a trabalhar. Faría álbuns, usaría seu FTP para tentar transferir arquivos (lembrou que estava com um enorme problema de acesso à servidores internacionais)... quase perdería a paciência a esperar que fossem enviados os arquivos, etc... etc...
E, assim, era a sua vida. Somente assim. Mais nada. Mais nada...

by Miriam, exausta no final do seu dia...

sábado, agosto 04, 2007

Obrigada!

Maria estava cansada. Seu trabalho lhe exigia mais do que podia dar. Mas não tinha alternativa. Ou trabalhava ou não vivia...
Sexta-feira à noite. O dia havia sido chuvoso... Novamente a "inverneira" tomara conta do dia. Um inverno rigoroso como desde miúda ela não via. Pensou que sempre procurava pensar em si, e na vida, durante estes dias... talvez eles à conduzissem a uma melancolia, a qual era responsável pela inspiração ao insight.
Sorriu. Lembrou de um presente que recebera no dia anterior. Estes momentos eram especiais. Em momentos especiais, a pessoa especial a presenteava. E este fora mais do que especial. Falava de vida, de verdade, de experiências vivídas. Uma amizade querida e especial que lhe dera todas estas prendas em uma só imagem.
Esta imagem foi bem recebida. Com carinho e atenção. Às vezes a intenção ao oferecer não é igualmente sentida por quem recebe. E este não foi o caso. Maria sorriu novamente. A imagem voltou à sua mente.
... Realmente era especial.
Maria voltou novamente a sentir dor nas costas... o sono já estava a tomar conta. Um bocejo... a música calma e linda que escutava pelo rádio da internet. Estava na hora de se permitir mais uma noite de descanso. Porque não existia finais de semana para si. Trabalhava sempre... não podia parar...
Começou a imaginar-se em férias... quando poderia? Esta era mais uma das muitas incógnitas que estava habituada a viver. Pois sua vida era uma incógnita.
Balançou a cabeça... seus pensamentos já estavam sonhando...
Mais um sorriso...
Era hora. Hora de desligar o PC.
Como a vida muda!!! Como os tempos mudam!!! Como o que parece inatingível chega na hora certa!
Deu "Boa Noite" para as músicas... para sua Área de Trabalho onde o fundo é uma imagem de Jesus e um dizer que explica todo o porquê da nossa vida. E resolveu agir, antes que o sonho dos seus pensamentos se expandisse para seu corpo.
E se foi...


by Miriam, agradecida pela prenda.

quinta-feira, julho 19, 2007

Insônia

Imagem tirada da net -(insonia de jfmarq)

Olho ao lado e percebo a luminosidade da rua por entre os quadradinhos da persiana... Eis uma coisa que me deixa calma e descansada: ver, na penumbra, pequenas frestinhas de luz que teimam em entrar pela janela. Sinto-me segura... acalma meu coração. Sinto-me viva.
A noite já vai avançada e eu estou a rolar pela cama. Meus lençóis estão enrugados. Meu travesseiro acompanha a mesma situação, surfando nas ondas formadas pelos meus movimentos intermitentes, virando de um lado para o outro. Dói-me a cabeça... sinto um mal estar... percebo que o pobrito está tão amassado que se tornou endurecido... resta-me dar um sorriso e arrumá-lo...
Ponho-me a pensar... minhas mudanças de hábito, meu trabalho, minha vida... Flutuo nas nuvens do abandono, permitindo-me sonhar com um futuro promissor, onde todas as minhas fantasías se concretizam. Ando pelos campos, de mãos dadas com algum amor, sento-me ao seu lado para discorrer sobre os acontecimentos diários, escuto suas palavras a me orientar nas dificuldades que uma mulher sente ao estar sozinha a educar um filho adolescente. Permito-me a felicidade que virá... Deixo-me vaguear pelos lugares andarilhos, aqueles onde o pobre insone sempre anda, a contar ovelhinhas para entregar-se ao descanso. Sonho com cachoeiras no verão e uma lareira no inverno... Junto a família em uma festa agradável... resolvo todos os problemas de uma só vez. Termino o layout que tinha de terminar mas encontrei dificuldades... Vou ao médico pedir um remédio para a dor.... faço exames na semana que vem...
E, assim, vou cumprindo todas as minhas tarefas, para que possa me sentir completamente realizada... mas o sono não vem.
Olho novamente para os raios da lua cheia, que entram e se infiltram no quarto, mostrando cada detalhe dos moveis e sua localização... E, sem notar, começo a cantar uma melodia...
Ela surgiu na minha cabeça... e, aos poucos, ela vai tomando forma e sendo balbuciada, murmurada... em minha mente, instrumentos começam a harmonia... cada um em seu tempo... no seu tom, em seu espaço. Junto à eles a minha voz interior... e outras vozes, que se complementam. Um back vocal, perfeito, une-se a tudo e o coral está formado. Mas suave, como o momento exige...
Meus olhos vão fechando. Pausadamente. Nem dou-me conta...
A canção continua... o sono aponta na porta do quarto e diz que quer entrar... Mal me apercebo que ele se aproximou e está tomando conta de mim. Meu corpo sente o relaxamento que a melodia impôs. Meus braços, minhas pernas... nem me lembro do lençol que está amassado...
Não sinto mais dor. A melodia continua, sempre suave e calma... e eu a cantar...
e eu a cantar...
e eu a...
e eu ...
e...
...

by Miriam, em texto... não mais poesia.

Insônia

À espera do amanhecer
deito minha cabeça ao léu
e flutuo nas nuvens do abandono.

Discorro traçados de vida
e mudanças de hábito.
Fecho cadeias e abro horizontes.

Meus sonhos lançam-se
às amarras da plenitude
e esvoaçam por entre as horas

Mudo de posição...
viro-me..
quero dormir...

Uma melodia suave
invade meus pensamentos...
quedo-me a balbuciá-la...

Murmurando, em calma,
cerro meus olhos, lentamente...
o descanso esperado chegou.

by Miriam, descansado do trabalho e da dor de cabeça.