quarta-feira, junho 13, 2007

Uma viagem

Estava cansada... precisava descansar.
E o feriadão era a oportunidade ideal para isto. Viajaría... tomara esta decisão.
Maria pensou que uns dias ao lado de seus filhos e sua mãe a deixariam em forma. E assim fez.
A paisagem era a mesma... as árvores a cumprimentavam com alegria, os habitantes do campo, tantas e tantas vezes percorrido, a olhavam e chegavam perto, como a dizer que estavam com saudades...
Maria pensou... porque a vida seguia rumos tão distintos dos nossos sonhos, das nossas vontades?
Ali, naquele cantinho, cada janela mostrava uma paisagem que gritava as verdades vividas no passado...
Não ficara na casa da sua mãe, nem da que fora sua... Ficara na casa da sua filha que, com tanto carinho, a acolhera. Que maravilhosos momentos vividos à três. Maria e seus filhos... Filmes assistidos, risadas sinceras, amor verdadeiro distribuido em sorrisos e atitudes de compreensão e calor humano.
Mas tudo passa... e o feriado também termina. E Maria voltou...
Seu trabalho estava atrasado... sua casa fechada pedia a luz do sol. Embora esta necessidade, três dias após seu retorno ainda não apareciam os raios de luz... apenas neblina e chuva.
Maria precisava trabalhar... e logo que chegou assim fez. Arrumando casa, malas, vendo e-mails atrasados, etc. Uma vida comum... atividades comuns... uma pessoa comum.
Sonhava, agora, por outro feriado, por outros dias de tão maravilhosos encontros. Sabia ser necessário esperar. E esperava... com sorrisos e surpresas variadas.

Obrigada pela rosa enviada no dia especial. Talvez eu não seja a pessoa certa (ou a pessoa que gostarías), para poder retribuir da forma que mereces. Estarei aqui, a esperar mais rosas, mais surpresas. Quando quiseres. Quando puderes.


by Miriam, numa explanação simples de uma vida simples.