quinta-feira, outubro 26, 2006

Meu passeio pelo "mundo dos mapas"!

Estive passeando pelo mundo. Mas eram mapas.
E me dei conta que também temos os mapas da nossa vida. Se olharmos bem, se nos dedicarmos a refazer os caminhos percorridos, veremos que existiram estradas pelas quais passamos e que deixamos construídas... elas existem... não podem ser esquecidas... nem negadas.
No meu mapa de vida deixei várias estradas que ficaram como "ruas sem saída". Vários becos que se formaram pelas conjunturas das situações, as quais não permitiram que houvesse uma continuação. Foram becos levantados sem que eu quisesse tomar parte. Por mim, as ruas seguiriam, tomariam uma direção, a qual manteria plena a chama do amor.
Mas, em contrapartida, existem as terras férteis, as estradas que unem pontos importantes, as áreas verdes, as florestas( aquelas que escondem uma beleza tamanha... mas que se tentarmos deixar à mostra, são depredadas).
Tenho, neste mapa, a opção de zoom. Chego mais perto de cada cantinho, com uma resolução imensa. E percebo cada atitude tomada, cada palavra... repenso atitudes, revejo alegrias. Fico melancólica pelos cortes sem "porquês".
(Hoje a inspiração para escrever não está boa. Apenas passável. Talvez porque eu não queira me aprofundar demais... e me expor demais. )
E como, realmente, andei visualizando mapas interativos, lembrei-me do meu mapa colocado aqui. Ele é uma foto de sátélite, num site onde vemos a terra em horário real. Ao vivo. Uma lástima que perdi este endereço. Eu gostava demais de ficar andando pelo mundo através dele. E, quando o tinha, fiz um print screen no meu PC. E, nesta hora desta foto, eu sei o que estava pensando e em quem estava pensando...
Eis uma estrada que não teve continuidade... um "beco sem saída". Onde eu chorei e ,das minhas lágrimas, surgiram canções e novas estradas. O beco ainda existe... não vai sumir, porque fez parte da minha vida. E estrada construída pode ficar ao relento, pode se danificar... mas continua a ser "uma estrada" que, outrora, existiu.
Meu mapa... minha vida.
Minha estrada, meu viver...



by Miriam, totalmente sem inspiração.

7 comentários:

antonior disse...

Olá, Miriam!

Nunca há falta de inspiração quando a alma e o coração falam das estradas da vida, e este teu post é um exemplo perfeito. A inspiração não resulta na capacidade técnica de aplicar cosmética literária ou sofisticada construção ao que se escreve, mas à comunicação que se estabelece.

Desejo-te caminhos serenos e plenos.

Beijinhos

Carlos Henriques disse...

Olá Mariam
Venho agradecer-te pelas palavras no meu blog.
Tenho também a dizer-te que sou homem que "sofre" por um amor que não voltar nunca mais....

antonior disse...

Boa tarde!
Ao contrário do que sempre fiz, este não é um comentário personalizado.
Resulta da necessidade de informar o facto de passar a moderar os comentários no meu blog e de sugerir a tua visita, para perceberes as razões porque isso sucede.
A visita pode revestir-se de carácter utilitário, porque para além, de revelar o “modus operandi” de alguns “mirones” que andam na blogosfera, também identifica algumas identidades associadas a esses comportamentos.

Deixo a minha amizade e carinho nos moldes em que costumo expressar, para o teu caso concreto ( ou seja, em português corrente, da língua profunda, beijos, para quem é de beijos, abraços para quem é de abraços! )

Até breve, e defende-te de “tretas” destas.

Carlos Henriques disse...

Olá Miriam
Fica atenta à tua caixa do correio... em síntese te contarei o meu "pesadelo".

**beijos**

DE PROPOSITO disse...

Olá.
O desejo que a felicidade ande por aí.
E bom final de domingo.
Fica bem.
Manuel

DE PROPOSITO disse...

É evidente que a estrada tem continuidade. E nós sabemos disso. Um dia ficaremos na berma, sentados, e onde não nos levantamos. O dia, a noite, a brisa, o sol, a chuva virão nos acariciar, mas nós não lhe damos confiança. Outros passarão pela estrada, possívelmente olharão para nós, dirão uns piropos, positivos ou negativos, para nós não tem interesse, e seguirão, e não alcançarão o fim da estrada. Como é longa!..., e eu fico por aqui, quem quiser que vá andando.
Manuel

Mel disse...

Amiga, passei aqui e de repente vi este Post. Então me lembrei (sou entre outras coisas, Formadora na Área Comportamental), de um programa de Desenvolvimento de Competências Sociais e Relacionais em que, para provocar o desbloqueio em relação a pontos situacionais (dramáticos) das vidas dos meus formandos, eu lhes sugeria que num acetato desenhassem um mapa (o mapa das suas vidas) e onde iriam colocando sinais: Stop, rotunda, perigo na estrado ... etc. Depois convidava-os a ir falar ao grupo sobre cada ponto do seu mapa...

Amiga, a nossa vida está toda mapeada, diria agora - cartografada...

Belo o teu post e tomara que quando a inspiração me faltar, consiga equiparar-me a esta tua "falta de inspiração".

Bjs da Mel